Esse será meu primeiro post sobre cinema. E talvez seja o último, porque não costumo ver muitos filmes (em torno de 1.5/mês... Uma média deplorável!).
terça-feira, 22 de julho de 2008
...realidade cinematográfica...
Marcadores: cinema, cinema chinês, Sonhos Com Shanghai, Wang Xiaoshuai
domingo, 13 de julho de 2008
...a voz como instrumento...
Este post foi um amigo meu, Gabriel Garbulho, que escreveu a meu pedido. Deleitem-se!
“Que coisa mais estranha é ver toda uma espécie, bilhões de pessoas, ouvindo padrões tonais sem sentido, brincando com eles, absortas, arrebatadas durante boa parte do seu tempo pelo que chamam de música”
(Oliver Sacks)
"Quando o Eduardo me pediu um artigo sobre “A voz como instrumento”, foi inevitável para haver uma maior familiaridade com o tema, que primeiro expusesse a música de forma a poder ser racionalizada como a arte em geral, ficando mais próximo do mundo dos leitores do Digerindo Arte. Agora sem mais expicações.
Marcadores: gabriel garbulho, instrumental, música, voz
terça-feira, 8 de julho de 2008
...plano linear...
Aprendemos no colegial que um ponto é uma cordenada no espaço, e que uma linha é um conjunto de pontos. Toda essa teoria torna-se prática no trabalho de Edith Derdyk, artista que trabalha com linhas de costura como material de suas obras.
Marcadores: arte contemporânea, desenho, edith derdyk, traço
quarta-feira, 2 de julho de 2008
...acontecimentos artísticos...
Serão dois os artistas de hoje: Eduardo Srur e Brígida Baltar.
Brígida Baltar é uma artista que apresenta ao observador momentos comuns. São ocasiões cotidianas, como ações inusitadas. O trabalho ao lado chama-se A Coleta da Neblina, de 2000. Sua ação é coletar pontos de neblina, e, não só guardá-los, mas colecioná-los, uma vez que realiza essa performance desde a década de 90. A poesia está na simplicidade do ato. Ao se coletar um punhado de ar, e armazená-lo numa coleção, perpetualiza-se o momento como numa fotografia. A obra, no entanto, não encontra-se nos frascos ou nas fotos, essas são apenas índices desta. A obra é a ação da artista. A simples ação de fugir da estrada cotidiana e embrenhar-se por uma vereda paralela, mas muito mais interessante. O momento é quase que catártico, pois trata-se de um acontecimento extraordináriamente simples. Magnanimamente pequeno. E, o mais importante, ao alcance de todos.

A mensagem é bastante clara, talvez por ser divertida. Deixa de tal forma o observador inquieto e atordoado que o força a pensar no evento.
Agora, porque a escolha desses dois artistas? Qual a semelhança entre eles? Como explicita o título do post, são ambos acontecimentos artísticos. Enquanto a proposta de Brígida é mais íntima, mais de ação, de transformação, a obra de Eduardo é coletiva, surpreendente, chocante, e reflexiva. Mas ambos são acontecimentos, que propõem mudança, e que só podem ser registrados por fotos ou filmagens, mas nenhum dos dois modos pode superar o modo mais antigo e fácil de armazenar fatos, que é a lembrança. A impressão que só acontece no momento em que se observa e vive o fato, que nenhuma mídia pode passar, é a idéia central de um acontecimento desses. Não sei dizer se chegam a ser happenings, mas o fato é que, por se tratarem de ações localizadas no tempo e em espaço determinado, são únicas, e pessoais.
Aqui o link para mais obras e ótimos textos de Brígida.
Aqui, link para mais trabalhos de Eduardo Srur.
Marcadores: arte contemporânea, Brígida Baltar, Eduarddo Srur