A História sem Fim, publicado pela primeira vez em 1985, de Michael Ende, é daqueles livros que te prendem página a página, parágrafo a parágrafo, até que esteja acabado. É... Paradoxalmente, a História sem Fim acaba. Com uma linguagem acessível, muitas vezes lembrando um livro infantil, a essência do livro é a própria literatura em si. Tentarei falar do livro sem estragá-lo para aqueles que ainda não o leram...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
...história sem fim...
Marcadores: análise, história, literatura, Michael Ende
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
...la guitare...
A Guitarra, 1914, de Pablo Picasso, foi um marco na história da escultura. O Cubismo já se vinha sendo desenvolvido há alguns anos pela europa, com o próprio Pablo e com Braque à frente do movimento. Com o intuito de demonstrar uma nova maneira de encarar a realidade, o cubismo abre mão das emoções, das impressões, e de tudo que meche com a percepção pura e simples, para criar uma nova maneira de figuração.
Como a perspectiva não passa de ilusão, de uma brincadeira que se faz com o olhar e com a mente do espectador, o cubismo resolve dar ao espectador diversas vistas que não teria de apenas um ponto de vista. São vários lados de um mesmo objeto representados planificadamente.
A Guitarra é a aplicação desse conceito à escultura. Além disso, o material, a execução, a aparência, a falta de acabamento, etc., tudo é um questionamento do que se vinha fazendo até o momento no campo da escultura. Não há polimento, nem aparação das rebarbas, o material se encontra no estado bruto, revelando e expondo um violão de maneira que a percepção usual não o perceberia. Para isso que a arte cubista veio: para ampliar os horizontes do que se entendia por aparência, por visão, por ilusão, e, finalmente, por realidade, afinal, a realidade subjetiva é formada pela percepção dos sentidos e intuitiva, e essa escultura, por exemplo, expande o que se pensa como um violão. Leia mais sobre a guitarra de picasso no site do MoMA, onde ela agora se encontra exposta.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
...construtivismo...
Kandinsky inicia a abstração com uma pequena aquarela em 1910. Malevich começa o suprematismo com Quadrado Preto sobre fundo Branco. Tatlin inicia seus relevos. E assim começa a odisséia do construtivismo. Depois o Neoplasticismo, por fim, sob o nome genérico que engloba a todos meios de abstração geométrica, arte Concreta.
Lázlo Moholy-Nágy, artista partidário dessa teoria construtivista, e professor da Bauhaus, desenvolveu uma vasta pesquisa nesse campo, se destacando no campo da ótica e iluminação.
Nesse trabalho, Mobile, de 1940, Moholy-Nágy resume toda sua pesquisa sobre luz e espaço. Justamente essa pesquisa desencadeiraria nos trabalhos de Flávin, como mencionado em post anterior. O nome Mobile já mostra a natureza da escultura: uma peça pendurada, deslocada do chão. É possível observar que é feita de plexiglass, um material escolhido a dedo pelo artista, pois remete à tecnologia, industria, e toda essa temática bastante em voga naquele período. Esse material, plexiglass, é transparente, portanto, permite a passagem da luz, e a luz passa de maneira diferente no meio dela e nas pontas. A obra de arte, assim, não está apenas no material, mas está no objeto, no seu movimento pelo vento, na luz que reflete dele, e na luz que o atravessa e se projeta sobre a superfície abaixo dele. E diferentes tipos de luz produzem diferentes tipos de reflexo.
Você pode encontrar mais trabalhos do artista no site The Moholy-Nágy Foundation. Vale a pena.
Marcadores: arte concreta, bauhaus, construtivismo, mobile, moholy-nagy
domingo, 27 de janeiro de 2008
...iberê camargo...
Marcadores: análise, Cubismo, iberê camargo, pintura
sábado, 26 de janeiro de 2008
...wish you were here...
Uma das propostas que me impus ao criar o blog seria tentar ver as coisas de maneira diferente do que elas são vistas normalmente. E por esse motivo, falarei agora de uma música, ou melhor, de dois álbuns sob a visão dessa música. Trata-se de Wish you were Here, do Pink Floyd.A banda, em 1973, lançou o magnífico Dark side of the Moon, álbum que trata de riqueza, fama, loucura e morte. Antes dele, a banda apenas era conhecida no meio underground da músic. Depois, explodiu nas paradas, com o album permanecendo no topo de vendas por anos seguidos. De fato, a banda alcançara o que buscava: o sucesso levou a banda a conseguir toda a fama e dinheiro que trataram no disco.
Wish you were Here normalmente é visto como uma homenagem a Syd Barrett. É compreensível. Mas prefiro vê-lo como um desabafo com relação ao Dark Side. A riqueza veio... Mas e daí? Onde se chega agora? Tudo que se pensava era só isso? O tom melancólico das músicas rimam com esse desabafo... Trechos das músicas o confirmam ainda mais... "Remember when you were young...you shone like the sun...", de Shine on you crazy Diamond, e o trecho "What did you dream? It's alright we told you what to dream", de Welcome to the Machine. Mas talvez a música que mais confunde o ouvinte quanto a sua temática seria Wish you were Here, que muito se confunde com a pessoa amada que está ausente. Pelo contrário, a música está encaixada nesse contexto de decepção e lamento, como vemos logo no princípio: "So you think you can tellHeaven from Hell". O que a sociedade colocaria como paraíso, como o máximo da felicidade, que é a riqueza e toda fama que eles conseguiram, não passou de inferno, de nada..."Running over the same old ground. What have we found? The same old fears... Wish you were here...". Penso que eles se refeririam, além do próprio Syd Barrett, aos próprios integrantes da banda, que ainda tocavam juntos, ensaiavam juntos, conviviam, mas... não como antes. Não estavam mais uns nos outros... E esse afastamento desencadeiaria no album The Wall e The Final Cut, ou seja, a ruína do Pink Floyd como banda, agora apenas como Roger Waters.
Marcadores: análise, música, pink floyd, wish you were here
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
...futuro do presente...
Está rolando no Itaú Cultural uma exposição de arte contemporânea intitulada "Futuro do Presente", com curadoria de Agnaldo Farias e Cristiana Tejo. Reune obras de dezessete artistas nacionais do mais alto calibre, com trabalhos fantásticos.
Sem Título, 2007, de Henrique de Oliveira, é um dos trabalhos que mais chamam a atenção dos visitantes, talvez pelo tamanho da instalação, talvez pela sua aparência, quem sabe? O fato é que o artista apodera-se de materiais de rua, como compensados de construções, e outras madeiras, montando um túnel onde o espectador adentra-se, e caminha por entre algo que parece uma concavidade corporea, de dimensões gigantescas. Ao pintar suas bordas de branco,o artista incorpora a instalação na arquitetura da sala de exposições, local usualmente limpo e neutro. De uma maneira Duchampiana, o artista aborda um aspecto ambiental, como vários outros na exposição, transformando o lixo, ser inanimado e apodrecido, em um ser de formas orgânicas, e o mais incrível, que chama a atenção do público e o convida para sua intimidade, para seu interior, seu conteúdo, coisa que o lixo em si dificilmente o faria. Assim, o material perde sua característica primordial de refuto apenas por estar num ambiente onde se espera encontrar arte e não lixo, embora mantenham-se suas características visuais e odoríficas.
A exposição segue até dia 10 de fevereiro, no Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro. Site http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2799&CFID=1818192&CFTOKEN=61416113 .
Marcadores: agnaldo farias, arte contemporânea, brasil, cristiana tejo, exposição
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
...luz e espaço...
Marcadores: artes, instalação, luz, minimalismo
...para começar...
Hesitei um pouco antes de criar o blog... mas por fim... Exitei! Afinal, o pior que pode acontecer, é eu falar bobagem, e uma bobagem a mais, uma a menos, qual a diferença? Pelo menos, que sejam boas bobagens!
O motivo de criar o blog foi... bom... ah! Enfim! Não importa! O que importa é que gostaria de falar de arte, e entenda-se por arte TUDO que esse nome abarca... artes visuais, artes literárias, artes culinárias (por quê não?), sétima arte, arte, arte, arte... Em resumo, falar sobre arte!
Claro que o que postarei serão um amontoado de opiniões pessoais, impressões, pensamentos, análises, e coisas do tipo... Mas, pelamordedeus, que façam sentido! E esse é o primeiro post... o porquê do blog... Sinto pelo seu tempo perdido ao ler esse amontoado de bobagens (que, como temia, já começaram!)...